———Todos nós ouvimos falar em CRM (Conselho regional de medicina), CRF (Conselho regional de farmácia), CRA (Conselho regional de administração) e tantos outros. Assim que o aluno de Direito se forma o mesmo deve fazer o exame da OAB (Ordem dos advogados do Brasil) para exercer a profissão. Porém, e o aluno de computação? O que faz? Existem regras para o exercício da profissão? Qual a diferença entre um profissional formado no nível técnico e outro de nível superior? Vejamos essas e outras questões a seguir para refletirmos sobre essas questões que são muito importantes para o atual e o futuro profissional de informática.
———O fato de não existir regulamentação da profissão significa que qualquer pessoa que tenha o conhecimento em computação pode trabalhar na área. Um exemplo claro do que significa isso é o seguinte: um médico que não é formado em Medicina não pode dar pareceres nem mesmo fazer consultas, é considerado incapaz de exercer a profissão e legalmente há punições para quem descumprir tais regras. Assim somente um profissional formado com diploma de curso superior pode ser um médico, mas um analista de sistemas pode ser sem estar formado. Isso ocasiona um problema aos profissionais que se formaram, passaram anos em uma faculdade e não tem regras para a profissão que exercem.
———Sem regulamentação, por exemplo, um profissional que é formado recebe praticamente valores parecidos com técnicos. Não há uma diferenciação de salários, depende muito da empresa que o profissional trabalha. Sabemos que a formação superior leva em conta além de um conhecimento técnico também um conhecimento teórico que qualifica o profissional. Para ser programador não se necessita de diploma universitário, somente basta o conhecimento. Mas e o estudante que estudou anos em uma faculdade, que se qualificou e é equiparado a um autodidata? Como essa questão deve ser encarada?
———A regulamentação propicia também uma segurança às empresas sobre bons ou maus profissionais. Claro que uma regulamentação não vai especificar quem é o profissional, mas vai ajudar a diferenciar porque com certeza alguém que se dedicou e se formou tem uma aptidão e um compromisso com a profissão. É claro que com a regulamentação o informata estaria sujeito às regras legais estabelecidas, mas qualquer profissional deve estar ciente que seguir normas conduz a uma atitude ética.
———A SBC (Sociedade Brasileira de Computação) defende o livre exercício da profissão, a mesma defende que o fato de ter conhecimento já é o suficiente. Já a ENEC (Executiva nacional dos estudantes de Computação) defende a regulamentação da profissão. A informática é uma área dinâmica e difícil talvez de estabelecer normas, mas é importante pensarmos as implicações que a regulamentação traria para nós. Para se ter uma posição sobre um assunto deve-se ouvir os dois lados, por isso acessem os links no final da matéria e tenham uma posição consciente sobre o assunto.
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